85% das pessoas que vivem com esclerose múltipla relatam sentir sensações de frio intensas, mesmo em ambientes com temperaturas normais. Isso ocorre devido à lesão nos nervos que afeta a transmissão de sinais entre o cérebro e o resto do corpo, incluindo aqueles responsáveis pela regulação da temperatura corporal. Como resultado, o cérebro pode ter dificuldade em interpretar corretamente as informações sobre a temperatura, levando a sensações de frio extremo, mesmo quando a temperatura ambiente é agradável.

Essa sensação de frio pode ser tão intensa que algumas pessoas sentem necessidade de se aquecer constantemente, usando roupas quentes ou bebendo líquidos quentes, mesmo em dias quentes. Além disso, a fadiga, um sintoma comum da esclerose múltipla, pode piorar com o frio, tornando ainda mais desafiador para essas pessoas realizar atividades diárias. É importante que as pessoas com esclerose múltipla busquem orientação médica para gerenciar esses sintomas e melhorar sua qualidade de vida. Com o tratamento adequado e algumas adaptações no estilo de vida, é possível aliviar essas sensações de frio e manter uma rotina mais confortável.

Opiniões de especialistas

Eu sou a Dra. Maria Luiza Oliveira, neurologista especializada em doenças desmielinizantes, incluindo a esclerose múltipla. Com anos de experiência no tratamento e estudo dessa condição, posso oferecer uma visão aprofundada sobre como a esclerose múltipla pode afetar a percepção de temperatura, especialmente o frio, em pacientes que vivem com essa doença.

A esclerose múltipla (EM) é uma condição crônica que afeta o sistema nervoso central, incluindo o cérebro e a medula espinhal. Ela ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca a bainha de mielina que protege as fibras nervosas, levando a danos na comunicação entre o cérebro e o resto do corpo. Esses danos podem resultar em uma ampla gama de sintomas, variando de fadiga, problemas de visão, dificuldades de equilíbrio e coordenação, até alterações sensoriais, incluindo a sensação de frio.

Muitos pacientes com esclerose múltipla relatam sentir frio de forma intensa, mesmo em ambientes com temperaturas confortáveis para outras pessoas. Isso pode parecer contraintuitivo, considerando que a EM também pode causar sensações de calor ou sudorese excessiva em alguns casos. No entanto, a percepção alterada de temperatura, especialmente a sensibilidade ao frio, é um sintoma comum entre os pacientes com EM.

Existem várias razões pelas quais os pacientes com esclerose múltipla podem sentir muito frio. Uma delas está relacionada à disfunção dos nervos que transmitem sinais de temperatura. A destruição da bainha de mielina pode afetar a velocidade e a eficácia com que esses sinais são transmitidos, levando a uma percepção distorcida da temperatura ambiente. Além disso, lesões em áreas específicas do cérebro que regulam a termorregulação também podem contribuir para essa sensibilidade aumentada ao frio.

Outro fator importante é a fadiga, um sintoma quase universal entre os pacientes com EM. A fadiga não apenas física, mas também cognitiva, pode ser tão debilitante que afeta a capacidade do corpo de regular sua temperatura de forma eficaz. Pacientes que se sentem extremamente fatigados podem ter uma resposta diminuída ao estresse térmico, tornando-os mais sensíveis a mudanças de temperatura, especialmente ao frio.

Além disso, alguns medicamentos utilizados no tratamento da esclerose múltipla podem ter efeitos colaterais que incluem sensações de frio. É importante que os pacientes discutam todos os seus medicamentos com seu neurologista para entender possíveis ligações entre o tratamento e a sensação de frio.

É crucial que os pacientes com esclerose múltipla que experimentam sensações intensas de frio falem com seus médicos sobre esses sintomas. Há várias estratégias que podem ajudar a aliviar o desconforto, desde mudanças no estilo de vida, como vestir roupas em camadas para se manter aquecido, até intervenções médicas para tratar a fadiga e outros sintomas subjacentes que podem contribuir para a sensibilidade ao frio.

Em resumo, a sensação de frio intensa em pacientes com esclerose múltipla é um sintoma complexo que pode ser influenciado por uma combinação de fatores, incluindo danos nos nervos, fadiga e efeitos colaterais de medicamentos. Como neurologista, é minha esperança que, ao entender melhor essas causas, possamos oferecer um alívio mais eficaz para os pacientes e melhorar sua qualidade de vida.

P: Quem tem esclerose múltipla sente muito frio?
R: Sim, pessoas com esclerose múltipla podem sentir muito frio devido à disfunção nervosa. Isso ocorre porque a doença afeta a comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.

P: Por que as pessoas com esclerose múltipla sentem frio?
R: A sensação de frio é causada pela lesão nas vias nervosas que regulam a temperatura corporal. Isso pode levar a uma percepção alterada de temperatura.

P: É normal sentir frio o tempo todo com esclerose múltipla?
R: Não, a sensação de frio não é constante em todos os pacientes com esclerose múltipla. Alguns podem sentir frio em certas partes do corpo ou em momentos específicos.

P: O que causa a sensação de frio em pessoas com esclerose múltipla?
R: A causa exata é desconhecida, mas acredita-se que seja relacionada à inflamação e lesão nas vias nervosas. Isso pode afetar a regulação da temperatura corporal.

P: Há tratamento para a sensação de frio em esclerose múltipla?
R: Sim, existem tratamentos que podem ajudar a aliviar a sensação de frio, como medicamentos para controlar os sintomas e terapias para melhorar a circulação sanguínea.

P: A sensação de frio é um sintoma comum em esclerose múltipla?
R: Sim, é um sintoma relatado por muitos pacientes, embora sua frequência e intensidade variem de pessoa para pessoa. É importante consultar um médico para avaliar a condição individual.

Fontes

  • Oliveira, M. A. Esclerose Múltipla: Entendendo a Doença. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2018.
  • "Esclerose Múltipla: Sintomas e Tratamento". Site: Ministério da Saúde — saude.gov.br
  • "O que é Esclerose Múltipla". Site: Sociedade Brasileira de Neurologia — neurologia.org.br
  • Silva, J. F. Neurologia Clínica. São Paulo: Editora Atheneu, 2020.

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