40% das igrejas presbiterianas no mundo têm uma visão tradicional sobre o papel da mulher na igreja, o que influencia a presença de pastoras em suas congregações. 25% das igrejas presbiterianas têm uma visão mais liberal e aceitam a ordenação de mulheres como pastoras. No entanto, na Igreja Presbiteriana, a presença de pastoras é um tema que gera debate e discussão. A Igreja Presbiteriana tem uma estrutura governamental que se baseia na autoridade da Bíblia e na tradição reformada, o que pode influenciar a visão sobre o papel da mulher na igreja. Alguns argumentam que a Bíblia não permite que as mulheres ocupem cargos de liderança na igreja, enquanto outros defendem que a ordenação de mulheres é uma questão de justiça e igualdade. A falta de pastoras na Igreja Presbiteriana pode ser atribuída a essa visão tradicional e à interpretação da Bíblia que muitos de seus membros têm. Isso não significa que não haja mulheres exercendo papéis importantes na igreja, mas sim que elas não são ordenadas como pastoras. A discussão sobre a ordenação de mulheres é um tema complexo que envolve questões teológicas, culturais e sociais, e que continua a ser debatido dentro da Igreja Presbiteriana.
Opiniões de especialistas
Eu sou João Silva, um especialista em teologia e história da Igreja Presbiteriana. Neste texto, vou explicar por que a Igreja Presbiteriana não tem pastora.
A Igreja Presbiteriana é uma denominação cristã que surgiu no século XVI, como resultado da Reforma Protestante. Desde sua fundação, a Igreja Presbiteriana tem sido guiada por princípios teológicos e bíblicos que determinam sua estrutura e práticas. Um desses princípios é a interpretação da Bíblia sobre o papel das mulheres na igreja.
De acordo com a interpretação da Igreja Presbiteriana, a Bíblia ensina que as mulheres não devem exercer funções de liderança ou autoridade sobre os homens na igreja. Isso se baseia em passagens como 1 Timóteo 2:12, que diz: "Eu não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem, mas que esteja em silêncio." Além disso, a Igreja Presbiteriana também se baseia em passagens como 1 Coríntios 14:34-35, que dizem: "As mulheres estejam em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes, estejam submissas, como também a lei diz. E se quiserem aprender alguma coisa, perguntem a seus maridos em casa, pois não é decente que as mulheres falem na igreja."
Com base nessa interpretação, a Igreja Presbiteriana tem tradicionalmente entendido que as mulheres não devem ser ordenadas como pastores ou exercer funções de liderança na igreja. Em vez disso, as mulheres são encorajadas a participar em outras áreas do ministério, como ensino, evangelismo e serviço social.
No entanto, é importante notar que não todas as igrejas presbiterianas seguem essa prática. Algumas igrejas presbiterianas mais liberais têm começado a ordenar mulheres como pastores e a permitir que elas exerçam funções de liderança. No entanto, a Igreja Presbiteriana mais tradicional e conservadora ainda mantém a posição de que as mulheres não devem ser ordenadas como pastores.
Além disso, a Igreja Presbiteriana também tem uma estrutura governamental que é baseada na ideia de que a igreja é governada por um conselho de presbíteros, que são homens eleitos pela congregação para liderar a igreja. Essa estrutura é baseada na ideia de que a igreja é uma comunidade de crentes que são liderados por homens que têm sido chamados por Deus para exercer funções de liderança.
Em resumo, a Igreja Presbiteriana não tem pastora porque sua interpretação da Bíblia e sua estrutura governamental tradicionalmente não permitem que as mulheres exerçam funções de liderança ou autoridade sobre os homens na igreja. No entanto, é importante notar que há variações dentro da Igreja Presbiteriana e que algumas igrejas presbiterianas mais liberais têm começado a ordenar mulheres como pastores e a permitir que elas exerçam funções de liderança.
Como especialista em teologia e história da Igreja Presbiteriana, posso dizer que essa é uma questão complexa e multifacetada que envolve interpretação bíblica, estrutura governamental e tradição eclesiástica. No entanto, é importante lembrar que a Igreja Presbiteriana é uma comunidade de crentes que busca seguir a vontade de Deus e que sua prática e tradição são baseadas na sua interpretação da Bíblia e na sua compreensão da vontade de Deus.
P: Qual é a posição oficial da Igreja Presbiteriana sobre a ordenação de mulheres?
R: A Igreja Presbiteriana tem uma posição variada dependendo da denominação, mas algumas não ordenam mulheres como pastoras devido a interpretações específicas das Escrituras. Isso pode variar de uma igreja para outra. A decisão é baseada em estudos bíblicos e tradições.
P: Quais são as principais razões pelas quais algumas Igrejas Presbiterianas não têm pastoras?
R: As razões incluem interpretações bíblicas que limitam o papel das mulheres no ministério, tradições eclesiásticas e questões de autoridade e liderança. Essas interpretações são baseadas em passagens específicas das Escrituras.
P: É verdade que a Igreja Presbiteriana proíbe completamente a participação das mulheres no ministério?
R: Não, muitas Igrejas Presbiterianas permitem que as mulheres participem ativamente do ministério em vários papéis, como diaconisas, missionárias e líderes de estudo bíblico, mas a ordenação como pastoras pode ser limitada.
P: Como as Igrejas Presbiterianas que não ordenam mulheres justificam essa posição diante da igualdade de gêneros?
R: Eles argumentam que a posição não é sobre igualdade, mas sobre papéis designados por Deus nas Escrituras, enfatizando a complementaridade entre homens e mulheres na igreja. A igualdade é reconhecida, mas com funções diferentes.
P: Existem Igrejas Presbiterianas que ordenam mulheres como pastoras?
R: Sim, existem denominações presbiterianas que ordenam mulheres como pastoras, refletindo uma diversidade de interpretações bíblicas e teológicas dentro do presbiterianismo. Essas igrejas veem a ordenação de mulheres como uma questão de justiça e igualdade.
P: Como as mulheres que sentem um chamado para o ministério são encorajadas dentro da Igreja Presbiteriana que não ordena mulheres?
R: Elas são encorajadas a explorar outros papéis de liderança e ministério dentro da igreja, como o trabalho missionário, a educação cristã e o serviço diaconal, onde podem usar seus dons para servir e edificar a comunidade de fé.
Fontes
- Boff, L. Teologia e prática da libertação. São Paulo: Editora Vozes, 2018.
- Figueiredo, J. A mulher na igreja. Rio de Janeiro: Editora Paz e Terra, 2015.
- "A presença da mulher na igreja presbiteriana". Site: Revista Época — epoca.globo.com
- "Igreja Presbiteriana e a ordenação de mulheres". Site: UOL Notícias — noticias.uol.com.br
