Por que Jesus orou 3 vezes?

A oração é uma prática fundamental na vida de Jesus Cristo, como registrado nos evangelhos. Em particular, há um evento significativo em que Jesus orou três vezes no Jardim do Getsêmani, antes de sua prisão e crucificação. Essa repetição tem um significado profundo e revela aspectos importantes da natureza humana e divina de Jesus. Neste artigo, exploraremos as razões pelas quais Jesus orou três vezes e o que isso nos ensina sobre oração, sofrimento e obediência.

O Contexto: O Jardim do Getsêmani

Depois da Última Ceia, Jesus e seus discípulos foram ao Jardim do Getsêmani, onde ele costumava orar. Ali, Jesus experimentou uma profunda angústia e tristeza, sabendo que sua hora havia chegado. Ele disse a seus discípulos: «A minha alma está profundamente triste, até a morte; ficai aqui e vigiai comigo» (Mateus 26:38). Em seguida, Jesus se afastou um pouco e orou três vezes, com intervalos entre cada oração.

A Primeira Oração: Submissão à Vontade do Pai

Na primeira oração, Jesus se dirigiu a Deus como «Abba, Pai» e expressou seu desejo de que, se possível, a hora do sofrimento passasse dele. No entanto, ele imediatamente acrescentou: «mas não seja o que eu quero, e sim o que tu queres» (Marcos 14:36). Essa oração revela a submissão de Jesus à vontade do Pai, mesmo diante do sofrimento e da morte.

A Segunda Oração: Fortalecimento na Angústia

Depois de orar pela primeira vez, Jesus voltou aos discípulos e os encontrou dormindo. Ele os exortou a vigiar e orar para não cair em tentação. Em seguida, Jesus se afastou novamente e orou pela segunda vez, repetindo a mesma oração. Essa repetição sugere que Jesus estava buscando fortalecimento e consolo em sua angústia. Ele estava demonstrando sua humanidade, experimentando a mesma fragilidade e medo que qualquer ser humano sentiria em uma situação semelhante.

A Terceira Oração: Obediência e Determinação

Na terceira oração, Jesus voltou a expressar sua submissão à vontade do Pai, dizendo: «Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua» (Lucas 22:42). Em seguida, um anjo apareceu para fortalecê-lo, e Jesus, em sua determinação, orou com mais intensidade, de modo que seu suor se tornou como gotas de sangue (Lucas 22:44). Essa terceira oração revela a obediência e determinação de Jesus em cumprir a missão que o Pai lhe havia confiado.

Lições sobre Oração, Sofrimento e Obediência

A oração tríplice de Jesus no Jardim do Getsêmani nos ensina lições valiosas sobre oração, sofrimento e obediência:

  • Oração: A oração é um meio de comunicação com Deus, onde podemos expressar nossos desejos, medos e angústias. Jesus nos mostra que a oração também envolve submissão à vontade de Deus e busca de fortalecimento em momentos de dificuldade.
  • Sofrimento: Jesus experimentou sofrimento e angústia, demonstrando sua humanidade. Ele nos ensina que o sofrimento pode ser uma oportunidade de crescimento e aproximação de Deus.
  • Obediência: Jesus foi obediente até a morte, cumprindo a missão que o Pai lhe havia confiado. Ele nos ensina que a obediência a Deus é fundamental, mesmo quando isso envolve sacrifício e sofrimento.

Tabela: Comparação das Três Orações de Jesus

Oração Conteúdo Significado
Primeira Oração «Abba, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice; contudo, não seja o que eu quero, e sim o que tu queres.» (Marcos 14:36) Submissão à vontade do Pai
Segunda Oração Repetição da primeira oração Fortalecimento na angústia
Terceira Oração «Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua.» (Lucas 22:42) Obediência e determinação

A oração tríplice de Jesus no Jardim do Getsêmani é um evento significativo que revela aspectos importantes da natureza humana e divina de Jesus. Através de suas orações, Jesus nos ensina lições valiosas sobre oração, sofrimento e obediência, incentivando-nos a buscar a vontade de Deus em todas as circunstâncias da vida.

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